18 de Outubro, dia do MÉDICO!

Em termos literários, trago o significado:
Do latim mederi, que significa “saber o melhor caminho” ou “tratar”, “curar”.

A palavra medicina é uma derivação do termo latino medicus – médico – que era conhecido como o responsável por tratar da saúde das pessoas.

No entanto, medicus se originou a partir da palavra mederi, que originalmente significava o ato ou conhecimento de “saber o melhor caminho” para algo.

Dessa forma, como médicos, precisamos de aptidão para delinearmos o melhor caminho para nossos pacientes, com o objetivo de “Curar quando possível, aliviar quase sempre, consolar sempre” (Hipócrates).

Prezados e nobres colegas, professores e mestres; é tempo de celebração, regozijo e renovação para toda nossa classe.
Celebrar sim, pois, é uma data comemorativa e especial para todos nós. Regozijar também, uma vez que exercemos nossa profissão com entusiasmo, alegria, intensa satisfação, alegria e como sacerdócio.

Por fim, mais do que nunca, precisamos também nos renovar; não só tecnicamente, mas de corpo, alma e espírito, principalmente após vivenciarmos essa atual pandemia que assolou todo o mundo e que trouxe uma enorme carga de trabalho para todos nós, MÉDICOS, mas sem dúvida para aqueles que como eu, estiveram à frente desta luta, que em alguns momentos foi inglória, devido às perdas que todos tivemos entre familiares e pacientes.

Em comemoração a essa data tão singela mas de suma importância, escrevo-lhes esta matéria com bastante carinho e afinco, que tem como objetivo recordamos e apreciarmos os feitos de alguns médicos célebres e que contribuíram com o desenvolvimento dessa grande arte denominada MEDICINA. Espero e desejo que tenham uma leitura descontraída, agradável e que seja um momento de relaxamento.

A história da Medicina nos revela mentes brilhantes, indivíduos pioneiros, desde Hipocrátes e seu Juramento, até Alexander Fleming e a invenção da Penicilina, a “droga milagrosa”. Abaixo, em forma de tópicos, relembraremos alguns dos nossos principais “ancestrais” e seus grandes feitos.

Hipócrates (Grécia, 460 a.C.): não menos que o Pai da Medicina. É sem dúvida uma figura emblemática, nosso ícone mais importante. Ele definiu o papel do médico, nos presenteou com o Juramento de Hipócrates. Foi o primeiro Cirurgião Torácico comprovadamente documentado do mundo. A medicina moderna deve muito a Hipocrátes.

Galeno (Roma, 130 d.C.): médico e filósofo romano. Foi médico pessoal de vários imperadores romanos.

Avicenna (Pérsia, 1027 d.C.): renomado médico persa que escreveu os livros: O livro da cura e O Cânon da Medicina, que são muito respeitados. Seu grande feito foi fazer a medicina deixar de ser uma simples arte mística e torná-la uma prática regulamentada.

Ambroise Paré (França, 1510): considerado o Pai da Cirurgia Moderna. Foi o pioneiro na arte cirúrgica. Suas técnicas para tratar ferimentos cauterizados, durante o período de guerra na França, foram inovadoras e salvaram inúmeras vidas. Foi o cirurgião de 4 reis franceses, incluindo o Rei Henrique II.

Edward Jenner (Inglaterra, 1796): conhecido como o Pai da Imunologia. Desenvolveu o processo de vacinação contra a varíola, usando a varíola bovina para prevenir a doença mortal.

René Laennec (França, 1816): médico francês, inventor do estetoscópio (do grego: “stethos” significa “peito”e “skopos”significa “exame”) . Seu objetivo foi tornar as consultas com pacientes do sexo feminino mais dignas.

Thomas Wakley (Inglaterra, 1823): foi responsável pela fundação de uma das mais antigas revistas médicas do mundo, The Lancet. Ele era cirurgião e como era de se esperar, escolheu o nome de um instrumento cirúrgico, a “lanceta”.

Henry Gray (Inglaterra, 1827-1861): a Anatomia de Gray é considerado o texto referencial para qualquer estudante de medicina do primeiro ano. Ele escreveu o guia enciclopédico em 1858, e também fez as ilustrações, usando ossos e outros materiais preservados de cadáveres como modelo. Henry morreu tragicamente aos 34 anos, depois de contrair varíola de seu sobrinho.

Elizabeth Blackwell (1849): primeira mulher a obter um diploma em medicina, estudando nos Estados Unidos, e também a primeira mulher do UK Medical Register.

Alois Alzheimer (Alemanha, 1864-1915): precursor da descoberta, dos estudos e diagnóstico sobre a Doença de Alzheimer.

Joseph Lister (Escócia, 1865): considerado Pai da cirurgia antisséptica. Sua teoria de pulverizas salas cirúrgicas com ácido carboxílico melhorou drasticamente as taxas de sobrevivência porque esterilizada o ar.

Robert Koch e Louis Pasteur (1870): estabeleceram a teoria de germes das doenças pela primeira vez na história. Pasteur é conhecido como o Pai da Microbiologia e sua descoberta mais famosa é o processo que purifica os alimentos – a pasteurização.

Felix Hoffmann (Bayer, Alemanha – 1897): a Aspirina que usamos para tratar uma gama de doenças, desde inflamatórias até a prevenção de doenças coronarianas, foi desenvolvida por esse médico alemão.

Marie Curie (1876-1934): apesar de não ser formada em Medicina, e sim em física e química, ela é considerada uma gênia da ciência. Pesquisou a teoria da Radioatividade, descobriu dois novos elementos químicos (Rádio e Polônio) e foi vencedora de dois prêmios Nobel, em áreas diferentes – química e física.

Willem Einthoven (Holanda, 1903): inventor do Eletrocardiograma. Seu primeiro protótipo pesava 270 kilos e precisava de 5 pessoas para operar e ainda exigia que o paciente ficasse submerso em barris de solução salina condutora. Foi vencedor do Prêmio Nobel em 1924.

Alexander Fleming (1928): descobriu a Penicilina por acaso, em uma lâmina descartada de uma placa de Petri. Foi vencedor do Prêmio Nobel de medicina em 1945.

Sr. Alfred Gilman e Dr. Louis Goodman (Escola de Medicina de Yale, 27 de Agosto de 1942): farmacologista americano. Ele é mais conhecido por suas colaborações com Alfred Gilman, Sr., com quem ele escreveu o livro popular A base farmacológica da terapêutica em 1941 e foi o pioneiro nos primeiros testes de quimioterapia usando mostarda de nitrogênio.

Antônio Egas Moniz (Portugal, 1874-1955): especialização em Neurologia, considerado o inventor da Lobotomia moderna, procedimento que remove partes do cérebro, para conter as oscilações de humor psicóticas. Conquistou o Prêmio Novel de 1949 por sua descoberta.

James Watson e Francis Crick (EUA, 1953): descobriram a estrutura do DNA, mudando a ciência para sempre. Considerado um trabalho inovador e tão relevante, que propiciou aos dois o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.

Carl Wood (Austrália, 1929-2011): pesquisador da fertilização in vitro, trouxe esperanças a milhões de mulheres. Ele produziu o primeiro óvulo fertilizado in vitro, que foi transplantado de volta para a mãe. Seus tratamentos geraram controvérsias e os críticos diziam que ele estava brincando de Deus, mas seus métodos revolucionários significaram a chance de ter uma família para milhões de casais.

Christiaan Barnard (África do Sul, 1922-2001): cirurgião cardíaco sul-africano, responsável pela realização do primeiro transplante cardíaco da história, realizado em 3 de Dezembro de 1967, no hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo.

James Patrick Allison (Texas, 1948): imunologista norte-americano, que juntamente com o Dr Tasuku Honjo, foram os vencedores do Prêmio Nobel da Fisiologia ou Medicina em 2018, por suas descobertas relacionadas à importância do sistema imunológico no tratamento contra o câncer.

Bem prezados leitores, colegas de profissão, fizera eu um simples levantamento e descrição singela de alguns importantes médicos que fizeram parte da história médica. De antemão perdoem-me se algum outro honroso médico deveras importante para qualquer um de vós, não tenha sido listado nesta breve leitura.

Pudera eu, relatar os feitos de todos nossos importantes “ancestrais” que com suas descobertas transcendem ainda nos dias de hoje – é uma “missão impossível”.

Dessarte, meu desejo de uma descontraída e proveitosa leitura.

Finalizo essa matéria com dois trechos do Juramento de Hipócrates:
“Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém”.
“Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

Um abraço fraternal a todos os colegas MÉDICOS!!!

Autor

Dr. Thayles Vinícius Moraes
Médico formado pelo IMES em 2009 (CRMMG: 50063) ; Especialista em Clínica Médica – Residência;
Médica (HECI – 2010/2012); Especialista em Oncologia Clínica – Residência Médica (FMABC – 2012/2015);

Auditor Médico em Saúde – MBA (Uninter – 2019/19); Oncologista Clínico da Hope Oncologia e Unimed Vale do Aço;

http://lattes.cnpq.br/8074699618884594

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